Drauzio Varella emocionou a web ao realizar uma reportagem no programa dominical ‘Fantástico’, da TV Globo, sobre mulheres transgêneras e travestis detentas em presídios masculinos.
Durante as entrevistas veiculadas na matéria, Drauzio contou a história de Susy, que não recebe visitas no presídio há mais de sete anos. O médico em resposta falou sobre a solidão da mulher trans. SUZY ficou com os olhos marejados e recebeu um abraço caloroso de Drauzio.
A reportagem também conta a históra de Lolla, que conseguiu liberdade condicional e passou a morar o pai. Ela conta que em nossa sociedade não se sente à vontade para ser ela e expressar sua identidade de gênero como gostaria. Lolla está recomeçando a vida vendendo água no semáforo usando uma fantasia de palhaço.
Sua abordagem sensível comoveu o público. “Há uma pressão para que a trans seja considerada marginal o tempo todo”, afirmou o médico. Veja a reportagem completa abaixo:
Após a exibição da matéria, o nome de Drauzio foi parar nos Trending Topics no Twitter. Os internautas o elogiaram e o definiram como “um homem à frente do seu tempo”.
Há muitos anos, Drauzio Varella trata como GENTE os cidadãos mais marginalizados da sociedade. Sempre foi um homem à frente de seu tempo. #Fantastico
— PAULO VIEIRA (@PauloVieiraReal) March 2, 2020
Procure não fazer julgamento. Ouse ver o coração solitário, a dor abscôndita que nosso preconceito não nos permite decifrar. Ouça bem o terceiro “bastante” que essa mulher trans, presidiária, diz ao final.
— padrefabiodemelo (@pefabiodemelo) March 2, 2020
Não sei você, mas eu queria fazer o mesmo que o @drauziovarella o fez. https://t.co/GCi1byUzIQ
Queria Drauzio Varella como avô, presidente, síndico, ministro da saúde, da educação, vizinho...
— André Gallindo (@andregallindo) March 2, 2020
Ah, médicos, inspirem-se.
Drauzio Varella é uma pessoa tão importante para o Brasil. Quem seria capaz de colocar, em pleno domingo, no horário nobre, uma reportagem sobre mulheres trans no sistema carcerário brasileiro? Só mesmo um ser iluminado como ele. #Fantástico
— SuperEu (@luansabino20) March 2, 2020
Caiu um olho aqui na minha lágrima assistindo a matéria do Dr Dráuzio Varella.
— Lazaro Ramos (@olazaroramos) March 2, 2020
Essa reportagem do Drauzio Varella sobre a rotina das mulheres trans presas foi tão pesada, mas ao mesmo tempo foda e necessaria
— renato (@renatordsj) March 2, 2020
tenho muito respeito por esse vovô pic.twitter.com/r0d4wrDoUR
Acabo de ver dois vídeos: um de uma trans sendo espancada (soube que morreu horas depois) e do Drauzio Varella trazendo amor e compreensão ao tema.
— Elika Takimoto (@elikatakimoto) March 2, 2020
Não vi nenhum eleitor de Bolsonaro emocionado com o último. E sei o quanto eles contribuem com a violência do primeiro.
Drauzio Varella: — Há quanto tempo você não recebe uma visita?
— Talita Fernandes (@talitafernandes) March 2, 2020
Suzy: — Há 7 anos
Drauzio Varella então comenta: “Que solidão, né, minha filha?” E abraça a entrevistada
Para encerrar este domingo, compartilho essa cena e essa reportagem. Quem sabe esse afeto ajuda em algo? https://t.co/hBHEJ8uCjS
Matéria do fantástico exibindo a visita de Drauzio Varella às transexuais encarceradas, a fim de mostrar a dura realidade. Que ser humano iluminado que esse cara é! Meu Deus! Por que essas pessoas não estão nos governando? Ministro da saúde dos sonhos.
— Felipe ⚖️🚩 (@Felipe1985__) March 2, 2020
Logo após a exibição da reportagem, um perfil no Instagram foi criado para tentar localizar a Lolla, que mora em São Paulo. Quando ela for encontrada, o plano do perfil é criar uma vaquinha e colher doações para ajudá-la.
A internet também se emocionou com a história de Susy. Com a repercussão da reportagem, uma usuária do Twitter descobriu onde Susy está institucionalizada e pediu que as pessoas enviassem cartas de apoio a ela.
Veja abaixo como enviar uma carta para Susy:
GENTE! Vamos descobrir o endereço de onde essa moça tá institucionalizada e vamos mandar cartas de apoio pra ela? Assim que eu descobri eu mando aqui. #Fantastico #ShowDaVida https://t.co/Wp3cTo4Qrb
— carol (@fuckyahcarol) March 2, 2020
Transfobia se combate com informação! Para te ajudar a entender um pouco mais sobre o tema, veja abaixo:
Identidade de gênero é como a pessoa se enxerga no espelho, seja como mulher, homem ou outra denominação dentro do espectro de gênero.
Pessoas que se identificam com o gênero que lhe foi atribuído ao nascer são consideradas cisgênero ou cis, na abreviação. Por exemplo, se ao nascer o bebê é registrado como menino e ao longo da vida ele continua se identificando dessa forma, ela é uma homem cis . Se essa pessoa não se identificar com seu sexo biológico, ela é transgênero ou somente trans .
Há também aqueles que não se identificam com nenhum gênero em específico. Essas pessoas são denominadas não-binárias , ou seja, não se identificam como homem ou como mulher.
Vale lembrar duas coisinhas: identidade de gênero não é uma ideologia e, muito menos, tem a ver com a orientação sexual de uma pessoa. Tanto pessoas cis quanto pessoas trans podem ser hétero, bi ou homossexuais.
Transexual x Transgênero x Travesti
Transexual
Há um tempo, esse termo era usado para falar sobre pessoas transgênero mas caiu em desuso para não dar a impressão de que ser trans é uma orientação sexual.
Transgênero
Este termo é usado atualmente para abarcar as pessoas trans. Por exemplo: um homem transgênero é aquele que foi identificado como mulher ao nascer e passou a se reconhecer como homem, enquanto, da mesma forma, a mulher transgênero é aquela que foi designada homem ao nascer mas, na verdade, se identifica como uma mulher.
Travesti
Travesti é um termo mais comum no Brasil, na Espanha e em Portugal, e já foi usado como xingamento transfóbico e também para denominar uma mulher trans que não desejava passar pelo processo de readequação genital, mas não se aplica mais. Hoje o termo travesti é comumente usado para empoderamento e resistência da comunidade.
A diferença entre as três denominações é de auto identificação. Caso esteja na dúvida e não quer cometer um ato de transfobia, use apenas o prefixo trans ou pergunte à pessoa como ela se identifica.
Evite fazer perguntas sobre o corpo da pessoa trans, se já fez cirurgia ou hormonioterapia principalmente. Um homem ou uma mulher transgênero não necessariamente deseja mudar sua aparência ou genitais para se identificar com seu gênero, e questioná-los é desrespeitoso.
Fonte: https://catracalivre.com.br/entretenimento/drauzio-varella-emociona-web-em-materia-sobre-mulheres-trans-presas/
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