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Em 2011 Lady Gaga lançou uma canção chamada Born This Way onde é considerada um hino dos marginalizados. Inspirada pelas músicas de emancipação feminina e homossexual dos anos 90, Lady Gaga explica que Born This Way é a sua canção de liberdade.
“Não se esconda atrás de arrependimentos, apenas ame a si mesmo (a) e você estará bem. ” (Trecho da letra da canção: Born This Way)
Escutar Born This Way é ter a chance de olhar para tudo que se relaciona a você mesmo: corpo, cor, pele, olhos, personalidade, jeito de ser, história de vida, orientação sexual, identidade de gênero, etnia, manias, medos, costumes, hábitos e etc.
Aceitação significa: ação ou efeito de aceitar / ato ou efeito de concordar e o antônimo da palavra aceitação é a negação, ou seja, se recusar viver a aceitação.
Eu entendo aceitação como um processo e uma jornada que fazemos ao longo da vida: estaremos sempre precisando aceitar algo em nós. Por isso, aceitação não é um passe de mágica e sim encarar aquilo que você é com tudo que você tem dentro da sua bagagem. A aceitação nos permite olhar de frente para o que queremos negar muitas vezes e aqui eu destaco a quantidade de homofóbicos que carregam essa negação interna: “eu não aceito o desejo que tenho, por isso quero eliminar quem vive este desejo. ”
Aceitação é ter a consciência de si mesmo, é enxergar as qualidades que brilham em você: as suas cores e belezas, é visualizar as suas limitações, é poder se abrir a um processo de se conhecer melhor: quem eu sou? O que eu desejo? O que eu quero? Quais as partes em mim que precisam ser aceitas?
Quando a gente se aceita verdadeiramente é incrível, vivemos a experiência de parar de se importar tanto com aquilo que as pessoas acham ou deixam de achar a nosso respeito, nos tornamos pessoas mais leves com a gente mesmo sem tantas cobranças internas, assumimos a responsabilidade da nossa própria vida e as vozes de inferioridade se calam de uma vez – porque se sentir menor que alguém, se a cor que você transmite no universo é única?
A gente começa a entender que se a gente não se aceitar, o preço é sempre mais alto. Ninguém pode viver a jornada por nós, ninguém pode viver o processo de aceitação por nós, ninguém pode se amar por nós: somos o que somos e podemos ser mais!
Quando a gente não se aceita, o que resta é a negação: negar aquilo que você é, os seus desejos, o seu corpo, a sua história, os seus desafios e as suas belas cores.
“Não perca a noção de quem você é, apenas porque pode ser mais fácil ser outra pessoa. ”
(GLEE)
Manual fundamental da aceitação:
1. Não se compare: lembre-se sempre que a sua cor é única nesse universo / respeite quem você é, respeite a sua história / o outro é o outro e ele tem as suas próprias lutas e feridas / se comparar é se congelar na vida do outro.
2. Não se importe com a opinião que não venha para agregar: opiniões são sempre subjetivas, geralmente são baseadas em sentimentos e visões de mundo pessoais. / Escute as pessoas que venham para agregar na sua jornada, que te empoderem e te motivem a ser alguém melhor / não solte a mão de pessoas que querem que você brilhe!
3. É hora de sair do papel de vítima e assumir o papel de protagonista: ninguém me ama e ninguém me quer? A primeira pessoa que deve se amar e se querer é você mesmo (a) / reconheça que você é responsável pelas escolhas que faz na vida e pelo impacto que pode causar na vida de alguém / você é protagonista: seja uma estrela nessa jornada!
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Jorge Matheus Simões
Colunista - Coluna JM
Formado em Psicologia pela Faculdade Pitágoras, faz especialização em Ensino de Sociologia pela UEL – Universidade Estadual de Londrina. Trabalha como psicólogo clínico atendendo adultos, casais e famílias. Colunista, escritor e pesquisador em temas que envolvem a sexualidade humana e a população LGBTQI+.
As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor, não refletindo necessariamente a opinião institucional do Coletivo Movimento Construção – Parada LGBTI+ de Londrina.
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